terça-feira, 24 de novembro de 2009

The sexiest man on earth

Pelo menos numa coisa eu acertei. O Johnny Depp continua a ser o homem mais sexy do planeta, quase 15 anos depois de eu ter visto o meu primeiro filme com ele como protagonista.



Parabéns, you sexy beast!
Não haverá artista mais estranho e multi-facetado.

P.S.: Parabéns também à Vanessa Paradis. Só mesmo uma gaja estranha como ela para conquistar um homem daqueles.

P.S. 2.: Não fiques com ciumes, luv... tu também és lindo e estranho.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Anouk Hoje...



Pelo menos ESTA loira é interessante... O mais irónico é ela estar a cantar num festival de pop... AI AI
What a nice tatoo....

Anouk Antes...



Cordão Umbilical



É difícil, muito difícil. Quero sair de casa, mas as coisas não estão fáceis. Por um lado, isso torna tudo mais interessante, por outro, dou por mim a respirar com dificuldade, e a chorar lágrimas de raiva. Isto parece mais saído de um filme trágico-cómico, mas é mesmo assim.
Os meus pais não estão contra mim, mas também não estão a favor. A verdade é que depois de uma longa conversa cibernética com a minha irmã tudo ficou mais claro. Ela saiu de casa aos 22 anos, para ir viver com o namorado. Foram viver para a margem sul, compraram uma casa espectacular e ela foi trabalhar naquela zona. E eu na minha mente só me lembrava que os meus pais a tinham ajudado em coisas que ela precisava em casa. Mas a realidade não foi bem assim. Os meus pais não gostaram nem um pouco. Primeiro, porque iam “viver” juntos e não casar; segundo, porque iam para a margem sul, e não ficavam perto deles; e terceiro, porque simplesmente, ia sair de casa. E saiu, e não olhou para trás. E a verdade é que os meus pais acabaram por ajudá-la.
E finalmente percebi que, a única coisa que tenho a fazer é enfrentar todos os meus medos: a dependência materna, o cozinhar todos – ou quase todos – os dias, o limpar a casa, e o pó, mesmo que isso me custe espirrar mil vezes, lavar a roupa, passar a ferro, e ter de fazer uma ginástica orçamental, que vai custar-me algum nervoso miudinho, e ter de prescindir de muita coisa.
A minha irmã mais nova. Ela é que me disse que me apoia, que acha bem, que devo continuar a procurar a minha casa, mas que tenho de mentalizar-me de que é uma caminhada só minha. O que vier, por acréscimo, será muito bom. Eles vão, provavelmente, continuar a ignorar o meu entusiasmo cada vez que vir uma casa, e não vão falar em ‘apoiar-me’. E se calhar fazem bem, eu é que devo estar entusiasmada, e fazer pela vida.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Natal sem Avó

Eu não sei se acredito em Deus mas gosto do Natal. Faz-me lembrar a minha avó, o cheiro das filhós a fritar, as farófias e até o bacalhau feito por ela, o cabrito do dia de Natal, o frio do Fundão que às vezes faz nevar. As luzes que faziam reflexo na estrada molhada, os cachecóis e os gorros, as compras de última hora com os familiares mais próximos. O cheiro do jantar, e as prendas à espera debaixo da árvore, que me fazem lembrar as noites quase em branco, e o acordar de madrugada com a minha irmã à espera de ver o Pai Natal, e poder rasgar os papéis de embrulho com violência…
Agora que não estás cá, há que manter a tradição, há que manter a alegria que ela deixou. Alguma coisa de boa herdei dela. Não sei fazer filhós, têm os segredos que ela levou com ela, aquelas rezas e aquelas coisas que ela fazia enquanto a massa estava a crescer. Eu tentei muitas vezes perceber o que ela dizia, e o que ela fazia, mas rezava baixinho, num murmúrio, num bxbxbxbxbxb seguido, intransponível e altamente eficiente, porque aquelas filhós saiam sempre bem. O cocktail perfeito para um colesterol elevado – por isso é que se calhar o meu nunca diminuiu. Depois, ela fazia uma cruz gigante na massa, com os dedos e colocava um pano por cima da massa que enchia a masseira, e deixava-a a repousar. Eram pelo menos um dia inteiro para completar o processo todo, encher a cozinha com aquele cheiro, e expulsar toda a gente para conseguir despachar-se o mais rápido possível. Levava esta data muito a sério, e gostava de ter tudo bem feito e a horas. Não se preocupava com prendas, mas gostava de dar.
Aquilo que mais me lembro dela é a boa disposição, a gargalhada, as asneiras, o sotaque cómico assim meio parecido com o Diácono Remédios, a rondar a mesa, sem se sentar enquanto toda a gente não estivesse a comer e satisfeita. A forma como falava do Sporting do meu avô, e ficava feliz se ele ficasse. Fazia-lhe todas as vontades, e gritava com os hóspedes de Lisboa (eu, a minha irmã e os meus pais) quando não tomávamos banho antes dele, para não estorvar os seus hábitos matinais.
Enfim, muito de mim foi herdado daquela senhora, que já conheci velhinha, mas que tinha uma mente tão jovem e me perguntava tantas vezes pelos meus namorados. O Natal já não a tem, mas eu tenho o Natal sem ela.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

If You Were A Sailboat

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a river I would swim you,
If you're a house I would live in you all my days.
If you're a preacher I'd begin to change my ways.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was in jail I know you'd spring me
If I was a telephone you'd ring me all day long
If was in pain I know you'd sing me soothing songs.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was hungry you would feed me
If I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you'd read me every night

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a sailboat I would sail you to the shore


Katie Melua