segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Figas

Vou ganhar o euromilhões, vou ganhar o euromilhões, vou ganhar o euromilhões.
"Figas"

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Paparazzi

Desculpem lá, estive agora de manhã a rever o espectáculo da Lady Gaga nos prémios da MTV, e atrevo-me a dizer, sem qualquer tipo de receio: esta menina é a nova Madonna da época tecnológica do século XXI!!! Mas atenção, cuidado que, ao contrário da Madonna, esta senhora tem voz!!! E para além disso… atitude, excentricidade, originalidade, estranheza, e acima de tudo muito sex appeal e polémica!


Para quem tem dúvidas, aqui vai um vídeo, ao VIVO, que comprova o que digo.

OPÁ, se virem o vídeo ao vivo da MTV, que não consegui colocar aqui porque têm todos uma qualidade péssima, por favor, reparem na cara das outras estrelinhas do público, que estão extasiadas, e nem sequer sabem o que pensar: “será que gosto? O que é isto??” Eu respondo!!!!!!! Isto é – UMA VERDADEIRA ARTISTA.

Vídeo - Versão acústica de "Paparazzi"


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Está frio...

Está frio, muito frio. E o Natal quase a chegar. Não é fácil com tanto frio pensar que este ano a minha família não vai estar toda reunida no Natal. Mas, por outro lado, estou muito feliz, porque este ano tenho o essencial. Tenho amor, estou rodeada de amor, de amigos de família que me ama – são poucos mas são bons! -, tenho um namorado lindo e espectacular, e uma casa que está, aos poucos a ser ‘composta’ por nós. Se o frio me deixar pensar só um bocadinho que seja, vou perceber que tenho tudo para ser feliz! Quem dera a muita gente…

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Pesadelo versus sonho




Há alturas em que não sei bem o que fazer, o que dizer, por onde ir. Já te conheço, mas também não é muito. Não é muito nem é pouco, mas é suficiente. Por agora.
Hoje tive um pesadelo. Sonhei que desaparecias. Que não falavas comigo. Que não podíamos estar juntos. Acho que inicialmente tinha uma espécie de barreira que agora se quebra. Chorei no sonho, e estava chorosa quando acordei. Acho que afinal, tenho medo de te perder. Preciso de não estar sozinha nisto. Preciso que me acompanhes, porque afinal estamos a seguir a luz do mesmo farol, ou não?
Dizes que não tens motivação para nada, mas afinal que motivação é essa que te leva a estar sempre do meu lado, e a empenhares-te tanto em algo NOSSO? Não me digas que não te sentes motivado, porque me cortas por dentro, porque me atinges de dores inatingíveis…
Não me digas que algo é impossível… Não há objectivos impossíveis, mas difíceis de alcançar. Se nada nos foi dado de mão beijada, pelo menos que nos encontrássemos facilmente. Porque precisamos um do outro. E… amo-te.
É lamechas, mas a única parte do meu pesadelo de que me lembro é: “Não posso viver sem ti…”

terça-feira, 24 de novembro de 2009

The sexiest man on earth

Pelo menos numa coisa eu acertei. O Johnny Depp continua a ser o homem mais sexy do planeta, quase 15 anos depois de eu ter visto o meu primeiro filme com ele como protagonista.



Parabéns, you sexy beast!
Não haverá artista mais estranho e multi-facetado.

P.S.: Parabéns também à Vanessa Paradis. Só mesmo uma gaja estranha como ela para conquistar um homem daqueles.

P.S. 2.: Não fiques com ciumes, luv... tu também és lindo e estranho.


quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Anouk Hoje...



Pelo menos ESTA loira é interessante... O mais irónico é ela estar a cantar num festival de pop... AI AI
What a nice tatoo....

Anouk Antes...



Cordão Umbilical



É difícil, muito difícil. Quero sair de casa, mas as coisas não estão fáceis. Por um lado, isso torna tudo mais interessante, por outro, dou por mim a respirar com dificuldade, e a chorar lágrimas de raiva. Isto parece mais saído de um filme trágico-cómico, mas é mesmo assim.
Os meus pais não estão contra mim, mas também não estão a favor. A verdade é que depois de uma longa conversa cibernética com a minha irmã tudo ficou mais claro. Ela saiu de casa aos 22 anos, para ir viver com o namorado. Foram viver para a margem sul, compraram uma casa espectacular e ela foi trabalhar naquela zona. E eu na minha mente só me lembrava que os meus pais a tinham ajudado em coisas que ela precisava em casa. Mas a realidade não foi bem assim. Os meus pais não gostaram nem um pouco. Primeiro, porque iam “viver” juntos e não casar; segundo, porque iam para a margem sul, e não ficavam perto deles; e terceiro, porque simplesmente, ia sair de casa. E saiu, e não olhou para trás. E a verdade é que os meus pais acabaram por ajudá-la.
E finalmente percebi que, a única coisa que tenho a fazer é enfrentar todos os meus medos: a dependência materna, o cozinhar todos – ou quase todos – os dias, o limpar a casa, e o pó, mesmo que isso me custe espirrar mil vezes, lavar a roupa, passar a ferro, e ter de fazer uma ginástica orçamental, que vai custar-me algum nervoso miudinho, e ter de prescindir de muita coisa.
A minha irmã mais nova. Ela é que me disse que me apoia, que acha bem, que devo continuar a procurar a minha casa, mas que tenho de mentalizar-me de que é uma caminhada só minha. O que vier, por acréscimo, será muito bom. Eles vão, provavelmente, continuar a ignorar o meu entusiasmo cada vez que vir uma casa, e não vão falar em ‘apoiar-me’. E se calhar fazem bem, eu é que devo estar entusiasmada, e fazer pela vida.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Natal sem Avó

Eu não sei se acredito em Deus mas gosto do Natal. Faz-me lembrar a minha avó, o cheiro das filhós a fritar, as farófias e até o bacalhau feito por ela, o cabrito do dia de Natal, o frio do Fundão que às vezes faz nevar. As luzes que faziam reflexo na estrada molhada, os cachecóis e os gorros, as compras de última hora com os familiares mais próximos. O cheiro do jantar, e as prendas à espera debaixo da árvore, que me fazem lembrar as noites quase em branco, e o acordar de madrugada com a minha irmã à espera de ver o Pai Natal, e poder rasgar os papéis de embrulho com violência…
Agora que não estás cá, há que manter a tradição, há que manter a alegria que ela deixou. Alguma coisa de boa herdei dela. Não sei fazer filhós, têm os segredos que ela levou com ela, aquelas rezas e aquelas coisas que ela fazia enquanto a massa estava a crescer. Eu tentei muitas vezes perceber o que ela dizia, e o que ela fazia, mas rezava baixinho, num murmúrio, num bxbxbxbxbxb seguido, intransponível e altamente eficiente, porque aquelas filhós saiam sempre bem. O cocktail perfeito para um colesterol elevado – por isso é que se calhar o meu nunca diminuiu. Depois, ela fazia uma cruz gigante na massa, com os dedos e colocava um pano por cima da massa que enchia a masseira, e deixava-a a repousar. Eram pelo menos um dia inteiro para completar o processo todo, encher a cozinha com aquele cheiro, e expulsar toda a gente para conseguir despachar-se o mais rápido possível. Levava esta data muito a sério, e gostava de ter tudo bem feito e a horas. Não se preocupava com prendas, mas gostava de dar.
Aquilo que mais me lembro dela é a boa disposição, a gargalhada, as asneiras, o sotaque cómico assim meio parecido com o Diácono Remédios, a rondar a mesa, sem se sentar enquanto toda a gente não estivesse a comer e satisfeita. A forma como falava do Sporting do meu avô, e ficava feliz se ele ficasse. Fazia-lhe todas as vontades, e gritava com os hóspedes de Lisboa (eu, a minha irmã e os meus pais) quando não tomávamos banho antes dele, para não estorvar os seus hábitos matinais.
Enfim, muito de mim foi herdado daquela senhora, que já conheci velhinha, mas que tinha uma mente tão jovem e me perguntava tantas vezes pelos meus namorados. O Natal já não a tem, mas eu tenho o Natal sem ela.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

If You Were A Sailboat

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a river I would swim you,
If you're a house I would live in you all my days.
If you're a preacher I'd begin to change my ways.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was in jail I know you'd spring me
If I was a telephone you'd ring me all day long
If was in pain I know you'd sing me soothing songs.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was hungry you would feed me
If I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you'd read me every night

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a sailboat I would sail you to the shore


Katie Melua



sexta-feira, 30 de outubro de 2009

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Cavalheirismo parte II



As mulheres tiveram de lutar pelo lugar que têm agora. E mesmo assim ainda há países em que a mulher tem liberdade nula, e ainda se pratica mutilação genital. Desculpem lá ser bruta, mas é mesmo assim.

E é por estas e por outras que a mulher começa a imitar os homens… por isso é que há cada vez mais mulheres fumadoras, por isso é que pagamos mais vezes o jantar ou o almoço; por isso é que a mulher assume um papel cada vez mais ‘masculino’ nas relações, e se torna cada vez mais intolerante a este nível.

O meu chefe é o maior cavalheiro que conheço. Nunca entrou à minha frente em lugar nenhum, e diz que, numa colega não se toca dos ombros para baixo. Mais cavalheiro do que ele só um namorado que tive, que arrastava a cadeira para eu me sentar, segurava o casaco para eu vestir, abria-me a porta do carro, e nunca me deixava pagar nada. Eu deixei-o, porque o achei exagerado. Mas não era, era genuíno, eu é que era ingénua. Já não há muitos assim, mas eu estava na faculdade e achava que aquilo devia ser o que os velhos fariam com as mulheres.

Mas porque será que os homens evitam, cada vez mais, ter uma relação séria? Será que não procuram o mesmo que nós? Isto daria um assunto para outro post, e não me apetece responder agora. A verdade é que, a atitude de mulher independente, aparentemente, os afasta. Queremos partilhar a conta… queremos mesmo pagar a conta! Isso é sinal de que podemos. É sinal de estabilidade financeira, de independência, e consequentemente, de poder.

É uma guerra, uma luta de sexos. E será que os homens estão a ficar mais sensíveis, e mais ‘meninas’ e as mulheres, - apesar de bem maquilhadas-, mais ‘machos’? A nova mulher não quer que lhe abram a porta do carro, ela vai levar o carro dela. Mostra que pode. E vai competir com o homem, até mesmo nas coisas em que não devia, como beber e fumar.

Se isto é que é ser moderno, eu não quero. Agora que já sou adulta – ahahahahah – gosto do sentido de cavalheirismo. E, meninas, deixem-se de merdas. Vocês gostam de receber uma rosa, gostam de um pequeno gesto de ternura, e gostam de alguém, que acima de tudo, vos respeite. Esse sim, para mim é o verdadeiro ‘cavalheirismo’. Deixo as guerras para outras guerreiras (perdoem-me a redundância, mas não sou perfeita).

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

I’m just a girl



Vi no outro dia uma reportagem sobre umas miúdas que jogam futebol no estrangeiro. Já é o ganha-pão delas, o trabalho diário delas, mas, ao contrário de qualquer futebolista-homem, nenhuma delas quer fazer vida daquilo. Têm outros planos para o futuro.

O mundo do futebol é feito de homens, e para os homens. Não há nada a fazer, são eles que enchem cafés e ficam em frente à televisão a praguejar e a beber cerveja como se não houvesse amanhã, são eles que querem ir a jogos de futebol de clubes grandes com clubes que não interessam a ninguém. Sejamos francas: as mulheres acham muito mais piada a ver a selecção (é quando podem ser elas mesmas, porque Portugal vale mesmo a pena).

Mas aquelas miúdas diziam que estavam bem, não passavam necessidades, dava para viver do futebol. Mas com certeza que não dava para comprar uma Mansão ou passar umas férias na Riviera Francesa ou confraternizar com a Paris Hilton em Los Angeles. Primeiro, porque o dinheiro não chega, e segundo porque a Paris Hilton não sabe e talvez nunca saiba quem elas são, e terceiro, porque…. São mulheres!

Digam o que disserem, é a nossa condição. Já dizia a Gwen Stefani, quando ainda era uma artista punk, “i’m just a girl”, com os lábios pintados de vermelho, o cabelo pintado de loiro e as calças largas… Um hino à revolta feminina. “I’m just a girl in the world/that’s all that you let me be”. E o que é que aconteceu à Gwen? Passados uns anos tornou-se mais uma artista pop. Porquê? Rendeu-se à merda da indústria discográfica, que, infelizmente ainda exige que as meninas sejam loiras, belas, mamalhudas, e cantem uns refrõezinhos que fiquem na cabeça. Eu sei que mesmo assim a Gwen consegue fazê-lo com algum estilo, porque a miúda tem pinta, mas por amor de Deus (ou de outra entidade qualquer!)

Por mais que doa…. É a realidade. A Mulher muda para se adaptar ao Mundo. Porque o Mundo não se adapta a ela!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Complementos


Aquela série do How I met your mother é hilariante. Mas também é muito inteligente. Quem é a rapariga que não questiona porque cai tantas vezes na rede de gajos como o Barney, que está sempre a inventar novas formas de engatar uma rapariga – no fundo esta personagem leva ao extremo o interior masculino mais exacerbado. Claro que tudo o que ele faz é completamente estapafúrdio, e acaba por ser uma sátira ao macho sedutor, sempre cheio de charme, mas que no fundo é uma completa besta que só nos quer saltar para cima, e nunca ligar no dia seguinte.

Em oposição, o Ted é um autêntico ursinho de peluche – Teddy Bear… - que quer encontrar o amor da sua vida, mas nunca resulta, porque ela está mesmo ao seu lado – a Robin, que é sua amiga, e por sinal jornalista num telejornal completamente louco, no qual nenhuma notícia tem ponta por onde se pegue! – e estão sempre a desencontrar-se. O que tem realmente piada, porque senão a série não podia continuar.

Identifico-me um bocado com a Robin, um espírito livre, que se vê numa encruzilhada. Não vou dizer qual é, mas pensem bem: por um lado, temos o Ted, um romântico incurável, que lhe enche a casa de rosas vermelhas (as minhas preferidas, e sem ser para pedir desculpa!!!) e se declara ao som de violinos; por outro lado, o Barney, com quem partilha momentos de ‘gajos’, que gosta do que ela gosta, e com quem partilha um bom whisky e um belo charuto. É claro que ela fica confusa, mas afinal o romantismo acaba por vencer, e o facto de ela e Ted serem tão diferentes, acaba por equilibrar a balança.


O Marshal e a Lilly namoram desde o primeiro ano de universidade, e são o típico casalinho inseparável. Por incrível que pareça são divertidos. Porque são diferentes. Estão noivos, mas ela queria casar no meio do mato, numa cerimónia meio louca, e ele queria um casamento mais tradicional. Uma das cenas mais interessantes é quando o Marshal tem de confessar à namorada que afinal gosta de azeitonas, porque a Lilly sempre achou que aquilo que os tornava especiais era completarem-se um ao outro. Ela gosta de azeitonas…


Porque é que as diferenças e as semelhanças são tão importantes num relacionamento? Será que não é o facto de nos apaixonarmos sem sabermos bem porquê que torna as coisas tão especiais? Mas então porque é que tantos casais acusam “diferenças irreconciliáveis” como um factor tão repetido em divórcios? Afinal o que une e separa um homem e uma mulher?

A verdade é que somos tão diferentes, e tão iguais…

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Amo-te

É aquela palavra que todos dizem, mas poucos sentem… E porquê dizê-la, quando é, simplesmente, uma palavra? Não tem valor, a não ser se lhe dermos um significado. Mas quem é que sabe, ao certo, dar-lhe o significado que ela realmente tem?“Amo-te” implica estarmos a dirigir-nos a alguém, e se o amor é um sentimento, implica sentirmos isso por essa determinada pessoa.

O amor não é vendável, não pode armazenar-se, não é frio nem quente, não traz luzes, nem placas de orientação. Não é comestível, mas provoca indigestões e más disposições…O amor é agora um lugar-comum, uma lamechice, uma coisa falada pelos filmes mas nunca na vida real. Ninguém quer o amor para nada, ninguém quer falar sobre ele. Mas o Mundo gira por causa dele. Qualquer dia, quando não houver amor no Mundo, ele pára, e explode.

Foi por isso que engoli a palavra “amo-te”. Mas no sábado cuspi-a… porque eu não estou cá para más disposições… Não me apetece escondê-la, é para ser dita quando se sente, quando há motivo para isso, quando não é simplesmente uma rotina; um amo-te, simplesmente porque tem de ser… Não. Amo-te porque sim, porque te amo, porque sinto cá dentro, porque não tem explicação, porque me apetece dizer-te agora.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Não sei

Há uns tempos era a Margarida Rebelo Pinto que dizia, no seu livrinho amarelo, espalhado por todo o lado, “sei lá”. Mas eu não sei… Há muita coisa que não sei. É a mesma coisa que dizer, “eu não sei bem o que quero, mas pelo menos sei o que não quero”.

E eu sei o que não sei… Não sei ser insensível, não sei esconder um sorriso ou uma lágrima, não sei dizer o que não sinto, não sei controlar-me quando não me controlo, não sei ser má amiga, não sei ser ponderada e equilibrada, não sei….

Não sei lembrar-me de tudo, e de nada, não sei bem o que é o amor, não sei quem não me disse para crescer, não sei porque não me dizem que sou desastrada, não sei ser falsa, não sei maquilhar-me nem usar saltos altos, não sei porque o mundo está compactado em números e não em letras e palavras – não sei nem quero saber – não sei…

Não sei se acredito em Deus ou em outra coisa qualquer. Não sei porque é que há uma tendência para formatar o Amor e a Amizade. Não sei porque é que as pessoas colocam um véu transparente de ignorância e estupidez, e se camuflam em hipocrisia e cinismo.

Não sei porque não bati mais nos rapazes quando tinha 7 anos - devia tê-lo feito.

Não sei porque é que as pessoas preferem baixar os braços e deixar-se guiar pelo simplismo da dureza da vida. Não sei porque as pessoas seguem a riqueza em vez de afastarem a pobreza.

Não sei porque as pessoas se sentem sozinhas quando não procuram ninguém...

E há muito mais que não sei.

Sei… o que não quero para mim. Sei que ainda tenho muito para saber.

«Há muitas coisas que percebo que não sou, mas dizer exactamente o que sou não consigo» José Luís Peixoto

terça-feira, 6 de outubro de 2009

hurt


A pior coisa que podemos fazer é sofrer por algo provocado por nós. O sentimento de culpa pode ser das piores coisas, mas o sentimento de me magoar simplesmente para me magoar é pior ainda.

Não há motivos aparentes, não há situações de declínio, não há ideias perdidas. Há simplesmente, um aperto no peito, uma falta de ar, um buraco no chão. Uma lembrança do abismo e do escuro, que caminhava na minha direcção.

Mas não há forma de fugir a esse sofrimento momentâneo. É preciso encará-lo de frente e dizer-lhe para se mudar para outra parte do Mundo. Mais cedo ou mais tarde, ele vai ouvir-nos.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Veneno

Estou envenenada pela vontade de escrever. Aquele pedaço de maçã caiu-me no goto e já não vai sair... É muito, muito difícil ficarmos indiferentes a esses pensamentos envenenados que nos invadem a alma e nos empurram para dizer o que queremos e o que não queremos.
Se ficarmos calados, o veneno vai alastrando-se cada vez mais.... Ou vamos libertando o veneno em várias e pequenas doses, ou ele acaba por consumir-nos.
Mais dia, menos dia, se não tiver cuidado, cuspo a maçã envenenada na direcção certa.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Princesa índia


Quando era pequena, era quem eu queria ser... Uma Princesa. A princesa das princesas! Por ironia do destino (ou outro motivo qualquer) a minha mãe nunca quis mascarar-me a Princesa... O máximo que consegui, uma vez, foi mascarar-me a índia. Sempre podia imaginar que era uma princesa índia... Mas não funcionava muito bem, porque acabava por encarnar a personagem de uma forma mais agressiva, e menos própria de uma princesa. Ossos do ofício (de criança).

Afinal de contas, serei eu a princesa índia que estava dentro de mim, ou a Princesa que queria ser?