segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Amo-te

É aquela palavra que todos dizem, mas poucos sentem… E porquê dizê-la, quando é, simplesmente, uma palavra? Não tem valor, a não ser se lhe dermos um significado. Mas quem é que sabe, ao certo, dar-lhe o significado que ela realmente tem?“Amo-te” implica estarmos a dirigir-nos a alguém, e se o amor é um sentimento, implica sentirmos isso por essa determinada pessoa.

O amor não é vendável, não pode armazenar-se, não é frio nem quente, não traz luzes, nem placas de orientação. Não é comestível, mas provoca indigestões e más disposições…O amor é agora um lugar-comum, uma lamechice, uma coisa falada pelos filmes mas nunca na vida real. Ninguém quer o amor para nada, ninguém quer falar sobre ele. Mas o Mundo gira por causa dele. Qualquer dia, quando não houver amor no Mundo, ele pára, e explode.

Foi por isso que engoli a palavra “amo-te”. Mas no sábado cuspi-a… porque eu não estou cá para más disposições… Não me apetece escondê-la, é para ser dita quando se sente, quando há motivo para isso, quando não é simplesmente uma rotina; um amo-te, simplesmente porque tem de ser… Não. Amo-te porque sim, porque te amo, porque sinto cá dentro, porque não tem explicação, porque me apetece dizer-te agora.

3 comentários:

  1. Da Inês para mim:

    Façamos a apologia do amor!
    Não o amor lamechas e desprovido de sentido, do pseudo amor vazio de sentimentos forte, de partilhas.
    Mas do AMOR que move o mundo e nos move neste "métro/boulot/dodo dos tempos modernos.
    Continua a vomitar o que te vai na alma!
    Tens o incentivo da camarada Inês.
    Abraçao forte!

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  2. Obrigada, camarada. Há malucos, depois vens tu! Espero vir a ter só um pouco da tua locura.

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  3. hehehe. estou a ver que te inspiraste nos textos do Miguel Esteves Cardoso.. Continua a escrever miuda, gosto do teu blog

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