Há uns tempos era a Margarida Rebelo Pinto que dizia, no seu livrinho amarelo, espalhado por todo o lado, “sei lá”. Mas eu não sei… Há muita coisa que não sei. É a mesma coisa que dizer, “eu não sei bem o que quero, mas pelo menos sei o que não quero”.
E eu sei o que não sei… Não sei ser insensível, não sei esconder um sorriso ou uma lágrima, não sei dizer o que não sinto, não sei controlar-me quando não me controlo, não sei ser má amiga, não sei ser ponderada e equilibrada, não sei….
Não sei lembrar-me de tudo, e de nada, não sei bem o que é o amor, não sei quem não me disse para crescer, não sei porque não me dizem que sou desastrada, não sei ser falsa, não sei maquilhar-me nem usar saltos altos, não sei porque o mundo está compactado em números e não em letras e palavras – não sei nem quero saber – não sei…
Não sei se acredito em Deus ou em outra coisa qualquer. Não sei porque é que há uma tendência para formatar o Amor e a Amizade. Não sei porque é que as pessoas colocam um véu transparente de ignorância e estupidez, e se camuflam em hipocrisia e cinismo.
Não sei porque não bati mais nos rapazes quando tinha 7 anos - devia tê-lo feito.
Não sei porque é que as pessoas preferem baixar os braços e deixar-se guiar pelo simplismo da dureza da vida. Não sei porque as pessoas seguem a riqueza em vez de afastarem a pobreza.
Não sei porque as pessoas se sentem sozinhas quando não procuram ninguém...
E há muito mais que não sei.
Sei… o que não quero para mim. Sei que ainda tenho muito para saber.
Sei que és uma rapariga fantástica que gosta de mar, estrelas e fogueiras fora de horas. Que tens coração puro, paciência para escutar e garra suficiente para viver a vida. Parabéns por esse espírito, continua a escrever e a viver assim.
ResponderEliminarRute