terça-feira, 20 de outubro de 2009

Complementos


Aquela série do How I met your mother é hilariante. Mas também é muito inteligente. Quem é a rapariga que não questiona porque cai tantas vezes na rede de gajos como o Barney, que está sempre a inventar novas formas de engatar uma rapariga – no fundo esta personagem leva ao extremo o interior masculino mais exacerbado. Claro que tudo o que ele faz é completamente estapafúrdio, e acaba por ser uma sátira ao macho sedutor, sempre cheio de charme, mas que no fundo é uma completa besta que só nos quer saltar para cima, e nunca ligar no dia seguinte.

Em oposição, o Ted é um autêntico ursinho de peluche – Teddy Bear… - que quer encontrar o amor da sua vida, mas nunca resulta, porque ela está mesmo ao seu lado – a Robin, que é sua amiga, e por sinal jornalista num telejornal completamente louco, no qual nenhuma notícia tem ponta por onde se pegue! – e estão sempre a desencontrar-se. O que tem realmente piada, porque senão a série não podia continuar.

Identifico-me um bocado com a Robin, um espírito livre, que se vê numa encruzilhada. Não vou dizer qual é, mas pensem bem: por um lado, temos o Ted, um romântico incurável, que lhe enche a casa de rosas vermelhas (as minhas preferidas, e sem ser para pedir desculpa!!!) e se declara ao som de violinos; por outro lado, o Barney, com quem partilha momentos de ‘gajos’, que gosta do que ela gosta, e com quem partilha um bom whisky e um belo charuto. É claro que ela fica confusa, mas afinal o romantismo acaba por vencer, e o facto de ela e Ted serem tão diferentes, acaba por equilibrar a balança.


O Marshal e a Lilly namoram desde o primeiro ano de universidade, e são o típico casalinho inseparável. Por incrível que pareça são divertidos. Porque são diferentes. Estão noivos, mas ela queria casar no meio do mato, numa cerimónia meio louca, e ele queria um casamento mais tradicional. Uma das cenas mais interessantes é quando o Marshal tem de confessar à namorada que afinal gosta de azeitonas, porque a Lilly sempre achou que aquilo que os tornava especiais era completarem-se um ao outro. Ela gosta de azeitonas…


Porque é que as diferenças e as semelhanças são tão importantes num relacionamento? Será que não é o facto de nos apaixonarmos sem sabermos bem porquê que torna as coisas tão especiais? Mas então porque é que tantos casais acusam “diferenças irreconciliáveis” como um factor tão repetido em divórcios? Afinal o que une e separa um homem e uma mulher?

A verdade é que somos tão diferentes, e tão iguais…

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